CNPJ Alfanumérico gov.br: o que muda em 2026
CNPJ alfanumérico gov.br passa a ser emitido pela Receita Federal desde 31/07/2026 (IN RFB 2.229/2024), mantendo 14 caracteres. CNPJs existentes não mudam.
O CNPJ alfanumérico gov.br começa a ser emitido pela Receita Federal a partir de 31 de julho de 2026: mantém os 14 caracteres do formato atual, mas passa a admitir letras nas oito primeiras posições (a base e a ordem do cadastro), enquanto os dois dígitos verificadores finais continuam só numéricos. A regra vale apenas para CNPJs novos: os números já existentes não mudam e continuam válidos para todos os efeitos legais. A mudança está prevista na Instrução Normativa RFB n° 2.229/2024, de 15 de outubro de 2024, que atualizou a IN RFB n° 2.119/2020.
Por que a Receita Federal criou o CNPJ alfanumérico
O formato numérico atual do CNPJ comporta 10^12 combinações possíveis nos primeiros 12 dígitos, e esse espaço está próximo do esgotamento com o crescimento do cadastro nacional de pessoas jurídicas, impulsionado pela formalização de MEIs e pela abertura contínua de novas empresas. O formato alfanumérico amplia essa capacidade de registro para as próximas décadas.
O que muda no formato do CNPJ
Um CNPJ alfanumérico combina letras de A a Z com números nas oito primeiras posições (que hoje identificam a empresa e a filial), mantendo o dígito verificador numérico ao final, no formato NN.NNN.NNN/NNNN-NN. O primeiro CNPJ alfanumérico do país, gerado em 31 de julho de 2026, foi registrado para uma filial do Banco do Brasil S.A., sob o número 00.000.000/E08G-12.
Quando o CNPJ alfanumérico entra em vigor
Desde 6 de julho de 2026, uma nova regra de validação já está em produção para permitir o uso do CNPJ alfanumérico em documentos fiscais eletrônicos, como notas fiscais. A partir de 31 de julho de 2026, a implantação passou a valer na prática, de forma gradual: poucas empresas recebem CNPJ alfanumérico nesta fase inicial, com o volume aumentando ao longo de 2026.
CNPJ numérico e alfanumérico vão coexistir
Os dois formatos, numérico e alfanumérico, coexistem e têm a mesma validade jurídica e operacional. Uma empresa que já tem CNPJ só numérico não precisa solicitar troca nem atualização de cadastro por causa dessa mudança; o formato novo passa a ser usado apenas nas inscrições abertas a partir da implantação.
O que muda para quem vai abrir empresa agora
Quem está abrindo uma empresa a partir de 2026 pode receber um CNPJ alfanumérico assim que a Receita Federal ampliar o volume de emissões nesse formato, sem que isso mude o processo de registro em si: a definição de natureza jurídica e o registro via REDESIM continuam os mesmos, conduzidos por quem cuida da contabilidade da empresa. Depois de emitido, o CNPJ alfanumérico é lido e consultado do mesmo jeito no gov.br que um CNPJ numérico.